Porto Alegre, 22 de setembro de 2017 .
 

Vou citar dois casos de precipitações que prejudicaram o desempenho dos vestibulandos.

Primeiro o caso da Eliana, que passou a vida colando nas provas de História do colégio. Os culpados de tudo, na visão dela, eram os professores, que toleravam as fraudes. Não gostava de História e de Literatura. Não veio por conta própria. Foi trazida por uma colega, a Kristiane (aprovada na Medicina da UFRGS, Caxias e ULBRA), que estava preocupada com a negligência da amiga em relação às Humanas. Apesar das brigas iniciais por temas não feitos, a Eliana adaptou-se muito bem ao Dominó e, depois de 5 meses de aulas, acertou 26 das 35 questões (97). No ano seguinte fez uma revisão de 3 meses com o Dominó e acertou 29 questões em História (e 28 em Biologia). A mãe dela telefonou para agradecer e contar o sucesso da filha, no dia seguinte ao da prova, logo após pegar o gabarito. Depois de cumprimentá-la, sugeri que não conferisse mais nada, pois seria muito difícil manter um desempenho tão bom nos dias seguintes. Eu temia que uma nota boa (26 questões), porém inferior às primeiras, pudesse desestimular a Eliana. Podia bater um medão das notas despencarem, etc. A mãe aceitou a sugestão, mas do dia seguinte a dupla não resistiu e conferiu o resultado da segunda prova. As notas eram boas, mas um pouco menores. O lado emocional sofreu um abalo. Eliana foi aprovada na Medicina da PUC, mas se arrependeu de ter conferido o resultado enquanto as provas estavam acontecendo.

A Ana Paula era a única secundarista em um grupo de 8 pessoas, que assistia as aulas na manhã de sábado e na tarde de domingo. Apesar de o grupo ter vários alunos excelentes, a Ana Paula elegeu dois colegas como as suas referências: o Fabiano, já citado anteriormente, e a Ana Carolina, que fazia Enfermagem. Todos queriam Medicina. No vestibular da ULBRA (início de dezembro) nenhum dos 3 passou. A Ana Paula estava achando que não ia passar, mas ficou abaladíssima ao ver que o Fabiano e Ana Carolina também não passaram. Tentei argumentar que a reprovação na ULBRA não significava nada, pois havia mais vestibulares pela frente. Não consegui. Venceu o baixo-astral. Um mês depois, o Fabiano foi aprovado na Medicina da UFRGS e a Ana Carolina, em Santa Catarina. Não se deixe impressionar com o resultado dos outros.

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