Porto Alegre, 20 de novembro de 2017 .
 

Durante 10 anos os gregos tentaram conquistar Tróia, mas nada conseguiram porque a cidade era protegida por uma muralha e estava abastecida de água e comida. A solução foi abandonar o cerco e retornar à Grécia. Um grande cavalo de madeira foi construído e deixado à beira-mar, como oferenda aos deuses. Os troianos, após verem a frota grega desaparecer no horizonte, decidiram levar o cavalo como troféu e introduziram-no na cidade. À noite a frota grega retornou sem ser notada, tal a bebedeira entre os troianos. Soldados gregos, escondidos dentro do cavalo, deixaram o esconderijo, mataram as sentinelas e abriram os portões. A cidade foi invadida e conquistada. Fiz essa introdução como uma homenagem ao Leandro, o mais guerreiro dos meus alunos. Ele começou a sonhar com a Medicina aos 18 anos (1992). Reprovado (classificação 1333), tentou uma Engenharia (1993) e entrou na Física (1995) da UFRGS. Insatisfeito, voltou a sonhar com a Medicina e foi melhorando a sua classificação ao longo dos anos a partir de 1999. O ano de 2001 foi difícil, mas ele era mesmo um lutador: trabalhou o ano inteiro. De janeiro a agosto, das 8 da manhã às 14h, sem pausa para almoço. Em agosto a empresa faliu e ele quase não recebeu os salários, que estavam atrasados. Arrumou outro emprego e assim foi até o vestibular. Só podia freqüentar os cursos onde conseguiu desconto ou bolsa: História, Física, Português, Literatura e Redação. Nas outras estudou sozinho e obteve os seguintes resultados: 29 em Química, 27 em Espanhol, 26 em Biologia, 16 em Matemática e Geografia. Em 2002 passou na Medicina da FFFCMPA, PUC e ULBRA. E não precisou construir nenhum cavalo.

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